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  Newsletter 01 | 18 de Março de 2009

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Ao leitor
Encontro Bate bate coração
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os nossos contactos

email
geral@batebatecoracao.com

www
http://www.batebatecoracao.com

telefone
21.413.62.00
Dr. Carlos Morais

A campanha "Bate, Bate Coração" arrancou a 17 de Fevereiro e graças a si está a ser um sucesso.

Pretendemos que este projecto tenha uma intervenção directa na comunidade, ao clarificar os mitos e as verdades sobre as arritmias cardíacas e assim permitir o desenvolvimento de estratégias de prevenção da morte súbita. Esperamos também conseguir incentivar os portugueses a procurar mais informação sobre as arritmias cardíacas e mobilizá-los a participar nas iniciativas da campanha, durante os próximos meses.

Das diversas iniciativas da campanha destacamos a realização dos Encontros “Bate Bate Coração” onde pretendemos, em ambiente informal, promover a partilha de informação entre profissionais de saúde, doentes e público interessado sobre temas relacionados com as arritmias e sobre a própria campanha. Estão já marcados Encontros a 27 de Março (Coimbra) e 3 de Abril (Porto).

Visite o site www.batebatecoracao.com para estar a par das novidades e participe nas iniciativas.

Dr. Carlos Morais
Coordenador Nacional da Campanha

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Encontro Bate bate coração, Quinta das Lágrimas - Coimbra, 27 de Março de 2009 pelas 15h
foto de coração

Esta iniciativa tem como objectivos sensibilizar o público em geral para as arritmias e incentivar a partilha de testemunhos entre portadores de dispositivos cardíacos. No evento, estarão presentes profissionais de saúde e portadores de pacemaker e desfibrilhadores. A participação é gratuita.
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testemunho

Mário Gomes

"Com o pacemaker sinto-me seguro e confiante. Ajuda-me a fazer uma das coisas que mais gosto: praticar atletismo"

Mário Gomes

Se quer ser um rosto desta campanha contacte-nos através do email: andreia.garcia@hillandknowlton.com ou geral@batebatecoracao.com.
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Artigo de Opinião

Opções Terapêuticas nas Arritmias Cardíacas

Dr. João Sousa

A importância das arritmias cardíacas relaciona-se com a sua elevada prevalência e com as suas consequência clínicas e epidemiológicas. A forma de apresentação clínica pode ser muito variável, desde assintomático ou apenas sensação de batimento cardíaco anormal - palpitações - até situações de perca de conhecimento - síncope -, ou mesmo paragem cardio-respiratória, no caso de disritmias malignas.

As arritmias podem ocorrer isoladamente ou ser manifestação de doença cardíaca subjacente. Assim, é sempre fundamental identificar e tratar adequadamente eventual cardiopatia presente, por exemplo no caso da cardiopatia isquémica coronária em situações de disritmias ventriculares. As estratégias terapêuticas sofreram evolução muito significativa nos últimos anos, ocorrendo uma mudança da opção farmacológica para as chamadas terapêuticas não-farmacológicas, incluindo a ablação por cateter e o recurso a dispositivos implantados: pacemakers ou cardioversores-desfibrilhadores.

A ablação por cateter consiste na destruição do foco de origem ou de porção crítica do circuito de uma disritmia, através da aplicação de formas de energia (habitualmente é utilizada a energia de radiofrequência). Este tratamento é efectuado no decurso de um Exame Electrofisiológico, sendo os cateteres, ou sondas, introduzidos percutâneamente, sob anestesia geral na região inguinal. A ablação por cateter é hoje em dia o tratamento "curativo" de primeira linha de várias taquiarritmias, nomeadamente em taquicardias paroxísticas supra-ventriculares ou no flutter auricular. Tem assumido importância crescente no tratamento da fibrilhação auricular (sobretudo nas formas paroxísticas ou persistentes) e em algumas disritmias ventriculares.

Os dispositivos implantáveis incluem os pacemakers e os cardioversores desfibrilhadores. Os pacemakers são utilizados no tratamento das bradiarritmias, mais frequentemente em casos de disfunção do nódulo sinusal ou de bloqueio aurículo-ventricular. A taxa de implantação anual por milhão de habitantes é semelhante a outros países europeus. Os Cardioversores-Desfibrilhadores são utilizados em doentes com risco de sofrerem uma disritmia ventricular maligna, quer naqueles que sobreviveram a um episódio prévio de arritmia ventricular grave ou de paragem cardíaca (profilaxia secundária), quer nos considerados em risco elevado de sofrerem uma arritmia grave (profilaxia primária, incluindo na maioria doentes com função miocárdica gravemente deprimida, com fracção de ejecção inferior a 30-35%). Recentemente foi também introduzida a possibilidade de tratar situações de insuficiência cardíaca através da implantação de dispositivos de pacing, com ressincronização da contracção cardíaca através da estimulação auricular e dos dois ventrículos (pacing bi-ventricular, também com a possibilidade de acoplamento a Cardioversor-Desfibrilhador). Nas figuras seguintes apresentam-se gráficos de comparação dos recursos médicos e das taxas de implantação de dispositivos e de terapêutica ablativa em Portugal e noutros 5 países europeus: Alemanha, Itália, França, Inglaterra e Espanha, obtidos a partir do "White Book da European Heart Rhythm Association".

Dr. João de Sousa

Gráfico 01Gráfico 02Gráfico 03Gráfico 04Gráfico 05

 

Resposta a questões

Fotografia

No último mês recebemos vários pedidos relacionados com locais onde se podem realizar consultas de cardiologia. Se tem dúvidas contacte o Instituto Português do Ritmo Cardíaco através do número: 21 421 15 30.
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