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NO DIA MUNDIAL DO RITMO CARDÍACO, O CHEFE DA CARDIOLOGIA DO HOSPITAL DE AVEIRO DEFENDEU QUE A COLOCAÇÃO DE PACEMAKERS JUSTIFICA UMA NOVA SALA
O chefe da Cardiologia do Hospital de Aveiro, José António Nobre, disse ontem ao Diário de Aveiro que a implementação de pacemakers é um serviço que justificaria uma nova sala para aquelas cirurgias. Desde 1998 que o Hospital presta aquele serviço com regularidade, necessitando de um ambiente esterilizado. Até agora, a falta de disponibilidade permanente de uma sala para aquela intervenção tem sido “superada com a ocupação de tempos vazios” das salas do bloco operatório.
O pacemaker é uma solução de último recurso para os portadores de arritmia, sendo gratuita nos hospitais do Sistema Nacional de Saúde.
A declaração daquele médico foi feita no dia em que esteve instalada no hall de entrada do hospital uma banca informativa sobre arritmias cardíacas. O Dia Mundial do Ritmo Cardíaco foi assinalado ontem através da campanha “Bate, Bate Coração – sinta o seu ritmo”, que promoveu a “maior iniciativa nacional de sensibilização sobre as arritmias cardíacas” através de bancas informativas instaladas em 10 hospitais nacionais, incluindo o Infante D. Pedro, de Aveiro.
A campanha foi promovida pelo Instituto Português do Ritmo Cardíaco, Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Electrofisiologia e a Associação Portuguesa de Portadores de Pacemakers e CDI’s.
Durante todo o dia, dois voluntários, apoiados por técnicos de saúde e médicos, distribuíram informação e ensinaram a medir o ritmo cardíaco, entre outros aspectos ligado àquele problema de saúde. Foi uma acção de sensibilização para o problema nos seus diferentes aspectos, com o esclarecimento de dúvidas e partilha de testemunhos.
A arritmia é uma perturbação do ritmo dos batimentos cardíacos e pode ter consequências fatais, quando não tratada. Os sistemas de alerta são as palpitações, fadiga, vertigens, tonturas, transpiração irregular, enfraquecimento, falta de ar, dor de peito e ansiedade.
Mas muitas vezes, a arritmias não provocam sintomas e, por isso, grande parte da população em geral desconhece os seus riscos. A falta de informação é um dos principais factores que pode levar á morte inesperada, repentina e não acidental, conhecida como morte súbita.
Sabe qual é a principal causa de morte súbita?
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